Organização ´Repórteres Sem Fronteiras´ denuncia censura em Minas

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta quarta-feira, 06, atos de censura e confisco de material em redações da imprensa de Minas Gerais, coincidindo com a proximidade das eleições gerais no País. A organização se referiu a uma sentença judicial que impede a difusão de informação e o recolhimento de computadores e exemplares de duas revistas."Não concerne à Justiça decidir" sobre as informações que devem ser publicadas, afirmou a RSF, acrescentando que cabe aos cidadãos a decisão sobre em quem votar de acordo com as informações que receber.A organização destacou em particular a proibição do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília de publicar o conteúdo de uma conversa gravada entre o ex-governador de Minas Gerais Joaquim Roriz, e seu advogado, Eri Varela, criticando o candidato ao Governo do Distrito Federal e deputado José Roberto Arruda. A agência não revelou o nome do veículo que divulgaria a gravação."Que as revelações da imprensa sobre candidatos possam influir notavelmente em uma apuração, como parece crer o Tribunal Regional Eleitoral de Brasília, não é uma ciência exata", afirmou a RSF.A organização denunciou também o confisco de computadores e material de redação da revista "Hoje", de Belo Horizonte, que tinha revelado irregularidades de gestão do ex-ministro do Turismo Carlos Melles. Segundo os responsáveis da "Hoje", as autoridades os acusam de crime "eleitoral".A RSF também relatou que a "Revista do Observatório Social", de Ouro Preto, recebeu a requisição de um lote de exemplares não distribuídos de um número atrasado, no qual se denunciava o trabalho de menores na região.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 19h06

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