Organizadores são processados por tragédia em show do RBD

O promotor Vidal Serrano Nunes da Promotoria da Infância e Juventude protocolou nesta quarta, 12, no Fórum Central da capital, ação civil pública contra a Companhia Brasileira de Distribuição Pão de Açúcar e a gravadora EMI, que promoveram em 4 de fevereiro, sem autorização das autoridades competentes, uma apresentação da banda mexicana RBD, que terminou em tumulto, causando a morte de três pessoas e ferindo outras 42.O promotor pede a concessão de liminar para que as duas empresas sejam impedidas de promover ou gerenciar, de qualquer maneira, espetáculos públicos sem prévia autorização dos órgãos competentes e do Poder Judiciário, sob pena de multa de R$ 1 milhão por espetáculo. No mérito, pede a condenação das duas empresas para que paguem os prejuízos morais e materiais sofridos pelas vítimas e seus familiares.A apresentação do RBD ocorreu no estacionamento do Hipermercado Extra, na Avenida Guarapiranga, zona sul, no Shopping Fiesta. A falta de estrutura da organização, que não se preparou para receber os 20 mil fãs que compareceram, impediu o controle da multidão. A Prefeitura e demais órgãos públicos não haviam sido previamente comunicados sobre a realização do evento.

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