Órgão diz que há processo interno para apuração de suposta fraude

Dnit alega, contudo, que desclassificação de outras empresas ocorreu pela não apresentação de [br]propostas compatíveis

, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2011 | 00h00

BRASÍLIA

O Dnit informou ontem ao Estado que há um processo administrativo aberto para apurar suposta fraude na licitação de R$ 18,9 milhões vencida pela empresa Tech Mix, depois da desclassificação de oito empresas que apresentaram um preço menor. "Após denuncia apresentada pelo segundo colocado no certame, instaurou processo administrativo oficiando o CRA/GO para averiguação do documento atestado por esse conselho de classe", disse o Dnit. "Em resposta, o CRA/GO informou que investigará o ocorrido, e, se comprovada qualquer materialidade de cunho delituoso, o órgão de classe informará esta autarquia para adoção das medidas cabíveis."

O órgão do Ministério dos Transportes negou qualquer irregularidade na licitação que contratou a Tech Mix. "A desclassificação das empresas em colocação anterior à vencedora ocorreu pela não apresentação de propostas compatíveis com o previsto no edital e legislação correlata", informou. O Dnit minimizou a influência do PR na escolha dos funcionários terceirizados. "A contratação dos funcionários ocorreu por análise da capacitação profissional, sendo que alguns dos contratados já atuaram nesta autarquia, corroborando a experiência e conhecimento necessários para o exercício das atividades do Dnit."

Em nota, a Valec afirmou que não houve nenhuma ilegalidade na contratação da Alvorada Comercial e Serviços, empresa de Alcione Cunha, mulher do dono da Tech Mix: "A contratação da empresa Alvorada Comercial Serviços Ltda. para prestação de serviços de mão de obra terceirizada foi realizada em caráter emergencial, a fim de evitar a solução de continuidade de serviços essenciais à administração, por meio de procedimento que se pautou pela lisura e oportunizou, inclusive, a competitividade entre as empresas do setor".

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