Jorge Ferreira/Agência Dia/Estadão Conteúdo - 02/04/22
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Órgão federal emite alerta de risco alto de novas enchentes no Rio

Boletim foi publicado pelo Cemaden; Estado teve 16 mortes nos últimos dias, a maioria em Paraty e Angra dos Reis

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2022 | 18h02

O boletim de previsão de riscos de eventos geo-hidrológicos emitido para a segunda-feira, 4, pelo Centro Nacional de Monitoração e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) destaca haver possibilidade "alta" de inundações, enxurradas e alagamentos na mesorregião metropolitana do Rio (incluindo Petrópolis) e no sul fluminense. O Estado foi atingido por chuvas intensas nos últimos dias, com deslizamentos e registros de 16 mortos, a maioria em Angra dos Reis e Paraty. A busca por desaparecidos continua.

"A previsão indica a continuidade de pancadas de chuva. Somado aos elevados acumulados preexistentes, o cenário de risco hidrológico nestas áreas tende a se agravar devido às características do relevo, córregos canalizados e alta vulnerabilidade da região", aponta. A classificação é a mesma para o litoral norte paulista e o Vale do Paraíba.

Além disso, quase todo o território do Rio de Janeiro e parte do litoral norte de São Paulo estão com alerta de "perigo" até as 11 horas de segunda-feira, 4, no sistema de notificação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para "acumulado de chuva". “Chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia. Risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios, em cidades com tais áreas de risco”, aponta.

O governo de Jair Bolsonaro (PL) reconheceu neste domingo, 3, a situação de emergência em Angra dos Reis, cidade do litoral sul do Rio de Janeiro, atingida por fortes temporais. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), "foi tomada por procedimento sumário, que ocorre em casos de desastres de grandes proporções". "O objetivo é acelerar as ações federais de resposta", informou a pasta.

Com a situação de emergência decretada, a cidade de Angra dos Reis pode pedir recursos para ações de resposta, como socorro e assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais, além de reconstrução das áreas atingidas pelo desastre. /COLABOROU JULIA AFFONSO

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