Órgãos de bióloga morta em queda de marquise são transplantados

Três pessoas receberam, até o final da tarde de hoje, órgãos doados pela família da bióloga paulista Amanda Lucas Gimeno, de 22 anos, que morreu nesta quinta-feira no Hospital Universitário de Londrina, no norte do Paraná, vítima do desabamento de uma marquise da universidade no domingo passado. O estudante mineiro João César Eugênio Boscoli Rios, de 21 anos, morreu no local. Quatro pessoas continuam hospitalizadas em Londrina, uma foi levada para o Hospital Cajuru, em Curitiba, e outra foi transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). O coração de Amanda foi transplantado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. O receptor foi um homem de 56 anos, que estava na fila desde março do ano passado. No mesmo hospital foi realizado à tarde o transplante de um rim e do pâncreas. Uma mulher de 46 anos, diabética e com as funções renais insuficientes desde outubro de 2003, recebeu os órgãos. No Hospital de Clínicas, em Curitiba, uma mulher de 65 anos, que aguardava um fígado havia dois anos, foi a beneficiada. O outro rim deve ser levado à noite para o Hospital Evangélico em Curitiba. O Instituto de Criminalística de Londrina está com dificuldade para remover a estrutura da marquise que desabou. As chuvas não garantem a segurança necessária para o trabalho do guindaste. O objetivo é colher material da estrutura e observar o local para certificar se confere com o que foi apresentado no projeto estrutural. Além disso há necessidade de fazer escavações para analisar as fundações da obra. "Temos algumas hipóteses para o acidente, mas ainda é prematuro apontar um responsável", disse o engenheiro civil e perito do Instituto de Criminalística, Luiz Noboru Marukawa.

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