Os 8 mil GCMs passam a fiscalizar e deter camelôs

O prefeito Gilberto Kassab ainda conseguiu aprovar em segunda discussão ontem um projeto que permite a todo o efetivo da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM), que tem 8 mil homens, fiscalizar o comércio clandestino em São Paulo. Atualmente, apenas dois destacamentos da corporação, com 800 homens, cuidam da repressão aos camelôs, com destaque para atuações em Brás, Bom Retiro e Pari. O texto foi aprovado mesmo com a pressão contrária de sindicalistas, que foram à sessão e criticam a medida."É um absurdo eu estar com a farda, andando no meio da rua e, ao ver um camelô, ter de simplesmente prendê-lo", queixou-se o vice-presidente do Sindicato dos Guardas-Civis Metropolitanos de São Paulo (SindGuardas-SP), Cláudio Souza. Isso vai engessar outras áreas de atuação da Guarda, como por exemplo a ronda escolar."Os sindicalistas, por sua vez, defendiam um projeto que permitiria à GCM dividir responsabilidades com policiais militares e agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e multar infrações de trânsito em São Paulo. Ficou determinado por lei apenas que eles vão cuidar do policiamento de tráfego preventivo nos arredores de escolas e prédios públicos, mas sem poder de autuação.Para o líder do governo, José Police Neto, o projeto não constitui desvio de função da GCM. "Quando um guarda ou PM presta concurso público, ninguém diz onde ele vai ser lotado ou qual missão específica terá. Ele recebe essas missões após sua nomeação.Em entrevista ao Estado no dia 28 de outubro, enquanto aguardava a pesquisa de boca-de-urna que já indicava sua reeleição, Gilberto Kassab comentou com amigos e aliados, na sala de seu apartamento, no Jardim Europa, que guardou durante a campanha sua principal meta para a gestão que se iniciará no dia 1º: acabar, até 2012, com o comércio ambulante irregular praticado nas ruas da cidade de São Paulo. Para isso, precisa ampliar a fiscalização e multiplicar os shoppings populares para os ambulantes regularizados.

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