Oscar Freire ganhará mais uma repaginação

Segunda fase da reforma custa R$ 1,7 mi e deve ficar pronta em 3 meses

Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 00h00

O Emiliano, um dos primeiros hotéis-butiques paulistanos, finalmente terá uma calçada para fazer jus ao interior pomposo e elegante. Começa até o fim de julho a segunda fase da reforma da Rua Oscar Freire, nos Jardins, zona sul de São Paulo, no trecho entre as Ruas Padre João Manuel e Ministro Rocha Azevedo. A repaginação vai aterrar a fiação elétrica, remover postes, plantar ipês e instalar novo paisagismo, além de nivelar e alargar as calçadas. A obra deverá ser entregue em três meses e também inclui a instalação de um piso tátil com cor e alto-relevo diferenciado, que permite ao deficiente visual sentir que está na rampa no limite da calçada.Segundo a Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, a reforma custará R$ 1,7 milhão - R$ 200 mil bancados pela Prefeitura e o restante custeado pela empresa de cartão de crédito American Express e pelo Emiliano, que fica no trecho. Falta apenas uma assinatura da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) para os operários voltarem à Oscar Freire. "Ainda temos um projeto para reformar a Haddock Lobo, a Bela Cintra e a Lorena", afirma a presidente da Associação dos Lojistas da Oscar Freire, Rosângela Lyra. A primeira fase da plástica na Oscar Freire envolveu o trecho entre a Rua Melo Alves e a Padre João Manuel e custou cerca de R$ 8 milhões - como resultado, o movimento de clientes subiu quase 30%. "Temos já os parceiros para revitalizar outras ruas. Resta a Prefeitura aprovar os projetos."Não são só os lojistas da região que esperam um "sim" da Prefeitura. Apesar de a Oscar Freire ter mais uma reforma aprovada, dezenas de outras áreas contam com dinheiro em caixa para repaginações, mas não conseguem passar da fase de estudos da Prefeitura. Das mais de 60 vias da capital que se candidataram ao Programa Municipal de Intervenção em Ruas Comerciais, apenas nove tiveram as obras concluídas nesta gestão - Oscar Freire, Avanhandava, Augusta, Benedito Andrade, Santa Catarina, Teodoro Sampaio, Mutinga, Amauri e 12 de Outubro. Outras três estão atualmente em obras. Entre os endereços que estão na lista de espera aparecem, por exemplo, vias populares como a Avenida Santo Amaro, a Rua Canuto do Val, a Praça Roosevelt, a Rua Aspicuelta, a Rua Wisard, a Avenida Brigadeiro Faria Lima, a Gabriel Monteiro da Silva, a 13 de Maio e a Praça Vilaboim.A Secretaria de Coordenação de Subprefeituras explica que a revitalização depende da parceria entre a Prefeitura e os comerciantes - o governo responde pelo projeto executivo, revisão das galerias de águas pluviais, recapeamento da via, troca de guias e sarjetas e iluminação, enquanto os lojistas deveriam arcar com as trocas das calçadas . O objetivo do programa municipal era criar shoppings ao ar livre, com calendário de liquidações unificado e a criação de um roteiro de compras da capital. "Já nos unimos para tentar reformar as ruas, mas as coisas demoram a andar na Prefeitura", diz Afonso Parentes, dono de um bar na Vila Madalena. "É preciso assinar tanta coisa, analisar, ter tantas garantias, que o processo entra em marcha lenta. Os nossos parceiros já estão desistindo de financiar as reformas e a Prefeitura continua nos colocando em banho-maria." NÚMEROSR$ 8 milhões custou a primeira fase da reforma da via, no trecho entre a Rua Melo Alves e a Padre João Manuel30% de aumento no movimento de clientes foi registrado após a revitalizaçãoR$ 200 mil serão bancados pela Prefeitura na segunda fase, desde que as obras sejam aprovadas pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana60 vias aguardam aprovação de projetos semelhantes

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