Ossada humana em reservatório de água muda rotina da cidade de São Francisco (MG)

Corpo ficou em processo de decomposição por 6 meses; companhia de abastecimento garante que água não foi contaminada

estadão.com.br

16 Abril 2011 | 06h09

SÃO PAULO - Os cerca de 52 mil moradores da cidade de São Francisco, no norte de Minas Gerais, a 570 quilômetros da capital, não voltaram ainda à rotina de despreocupação em relação à qualidade da água que sai do reservatório que abastece a cidade, que é atendida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O comércio de água mineral em galões segue aquecido na cidade, assustada com o que foi informado pela empresa: um cadáver, que ficou em processo de decomposição durante cerca de 6 meses dentro do reservatório, foi a causa das mudanças a olho nu percebidas pelas pessoas na água que saía das torneiras. Cabelos, couro, sujeiras e até gordura eram visíveis segundo os moradores.

A população foi informada por representantes da Copasa que, mesmo com a ossada humana que estava dentro do reservatório, as análises mostraram que a água não foi contaminada. Mesmo assim, muita gente foi às ruas para protestar e realizar um abaixo assinado, que foi entregue ao Ministério Público Estadual. A Polícia Civil já abriu inquérito para descobrir de quem é a ossada encontrada.

Mesmo após o processo de limpeza e desinfecção do reservatório e com a troca da água, muita gente ainda prefere comprar galões e ferver o bem tratado que sai pelas torneiras. O Conselho Municipal de Saúde quer que a população seja ressarcida por danos morais. A direção regional da Copasa garante que a água que vem sendo distribuída na cidade não apresenta nenhuma alteração e está própria para o consumo.

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