Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Ou ela não é capaz ou é cúmplice, diz Serra

Tucano levanta dúvidas sobre participação de Dilma nas denúncias sobre a Casa Civil

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, participou ontem de uma caminhada pela favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, e voltou a levantar dúvidas sobre o envolvimento da adversária Dilma Rousseff (PT) nas denúncias de pagamento de propina no Ministério da Casa Civil.

"De duas, uma: ou ela, como dirigente, não é capaz, porque um esquema que dura quatro, cinco, seis, sete anos, não há como quem está em cima não saber. Ou então, ela é cúmplice. Não há uma terceira hipótese", disse Serra.

Sobre o requerimento a ser apresentado hoje pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para que Dilma compareça ao Congresso para se explicar sobre as denúncias que envolvem a Casa Civil, o candidato tucano não quis se prolongar, afirmando apenas que "quem fala sobre isso é o próprio Alvaro Dias".

Ao ser questionado se é possível reverter os resultados das pesquisas de intenção de voto que apontam vitória de Dilma a quinze dias das eleições, Serra respondeu que "não há o que reverter". "A partida é para ser jogada em 3 de outubro, não é um campeonato", disse. Serra estava acompanhado do candidato ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

Paternidade. Durante a caminhada, José Serra conversou com moradores, tomou café e até arriscou umas tacadas numa mesa de sinuca. De acordo com o candidato, a gestão tucana foi responsável por "transformar a favela em bairro". "Nós fizemos tudo em Paraisópolis. Aqui, em matéria de PT, de governo federal, o que foi feito é próximo a zero", afirmou Serra, antes de visitar o conjunto habitacional Nova Paraisópolis, inaugurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há quinze dias. "Mas isso eles fazem com tudo. É um conjunto habitacional nosso que eles vieram inaugurar."

Ao falar de seus projetos para a região, Serra ressaltou que, na habitação, os esforços têm de ser direcionados para famílias que ganham menos de três salários mínimos. "Não é o que está acontecendo agora no governo federal." Segundo ele, 90% do programa de habitação paulista são direcionados para famílias com essa faixa de renda e que Paraisópolis é um bom exemplo de urbanização na capital.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.