Wilton Júnior/AE
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Outra aluna diz que foi abusada 'mais de 20 vezes' por professora no Rio

Educadora foi presa na madrugada de quarta; ela e uma estudante estavam desaparecidas

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2010 | 18h00

RIO - Outra estudante, de 13 anos, que teria sido seduzida pela professora de matemática Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi localizada pela polícia e confirmou que saiu com a educadora e outra aluna da mesma idade "mais de 20 vezes" para encontros sexuais. Uma psicóloga ajudou no depoimento da menina à 33ª Delegacia de Polícia de Realengo, na zona oeste do Rio. "Ela confirmou o depoimento da colega e a confissão da professora. Inclusive, também relatou que a amiga tentava se afastar de Cristiane, mas era persuadida", afirmou o delegado titular da 33ª DP, Angelo José Lages Machado.

 

A professora foi presa na madrugada de quarta-feira. Ela e uma aluna de 13 anos estavam desaparecidas desde segunda-feira. A mãe da vítima prestou queixa e mobilizou os policiais da 33ª DP. Cristiane foi presa quando chegava à casa da mãe e confessou que tinha acabado de deixar a estudante em casa.

 

Em depoimento, a acusada admitiu a relação com a menina por quem se disse apaixonada e ainda confessou que as duas levaram outra aluna para os encontros no motel. O marido de Cristiane entrou em choque ao saber das acusações. A mulher dele foi autuada por estupro de vulnerável e corrupção de menor. De acordo com a menina, a professora não oferecia vantagens financeiras às alunas, mas pagava pelos passeios e as estadias nos motéis.

 

Em depoimento, a educadora admitiu que se aproximou da primeira vítima quando a menina pediu ajuda, porque estava com problemas "devido a mãe da mesma manter uma relação homoafetiva e também por ser a mesma alcoólatra". "Ela pediu ajuda justamente a professora que viria a abusar dela. O pedófilo gosta de estar em ambientes propícios para alcançar seus objetivos", disse o delegado.

 

Segundo ele, até o momento, não apareceram outras alunas assediadas por Cristiane. A professora foi transferida da carceragem da 33ª DP para a ala de presos custodiados na Penitenciária Bangu 8. Agora, a polícia deve intimar para prestar depoimento o diretor da Escola Municipal Rondon e funcionários do Hotel Bariloche, que abrigava os encontros promovidos pela professora.

 

A polícia apura se o diretor tinha conhecimento dos crimes e se a professora contava com a conivência de funcionários do motel para entrar no estabelecimento com menores de idade.

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