Ouvidor-geral da Polícia do Rio deixa o cargo

Após a saída do assessor especial da Ouvidoria de Polícia do Rio, Walmir Alves Brum, foi a vez do ouvidor-geral, Mário Lúcio Andrade Neves, anunciar, nesta segunda-feira, que deixará o cargo, depois da denúncia de corrupção que deu início à crise na cúpula da segurança pública no Rio, no fim da semana passada.Nesta segunda, Neves disse que vai tirar férias e não retornará à ouvidoria. ?A ouvidoria não tem estabilidade?, afirmou Neves, que voltará a trabalhar na Defensoria Pública do Estado.Ele contou que Brum foi exonerado sem seu conhecimento e confirmou que um dos motivos para seu desligamento da ouvidoria foi a demissão do assessor ? que havia sido indicado pela própria Secretaria de Segurança.Mário Lúcio Andrade Neves ficou durante um ano na ouvidoria e atuou em investigações importantes, como as denúncias contra policiais corruptos.A crise começou quando um bandido que se disse comparsa de Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, um dos mais poderosos traficantes de drogas do Estado, acusou o subsecretário de Planejamento Operacional da secretaria, coronel Lenine de Freitas, de receber suborno do criminoso.O secretário de Segurança, coronel Josias Quintal, chegou a anunciar o afastamento de Freitas, mas voltou atrás na decisão.Nesta segunda, o governador Anthony Garotinho negou que exista uma crise em seu governo. ?Isto tudo é intriga para desestabilizar minha campanha?, disse Garotinho, reafirmando sua candidatura à Presidência da República.

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