Vinicius Passarelli/Estadao
Vinicius Passarelli/Estadao

Pabllo Vittar agita foliões na avenida Tiradentes em SP

Organizadores estimam que 100 mil pessoas acompanham o bloco neste último dia de carnaval na cidade

Vinicius Passarelli, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 17h38

SÃO PAULO - Por volta das 15h, uma multidão já se espalhava pela avenida Tiradentes, no Centro de São Paulo, para acompanhar o bloco de Pabllo Vittar. A expectativa da organização é de que mais de 100 mil pessoas estejam presentes no local neste último dia de folia em São Paulo.

Um pouco antes de começar o show, a organização pediu para que o público não subisse nos postes e nas marquises, avisando que pararia a música sempre que isso ocorresse. Também foram reforçados os pedidos contra o assédio. O público reagiu aplaudindo e, na sequência, iniciou gritos de protesto contra o presidente Jair Bolsonaro.

Pabllo Vittar subiu ao palco com suas dançarinas às 16h, sob o frisson da multidão, composta maioritariamente pelo público LGBT. A artista começou a apresentação com um dos seus grandes hits do momento, Não Vou Deitar, lançado no ano passado. Na sequência, emendou outros grandes sucessos como Vai Passar Mal, K.O. e Disk Me, além das músicas do último álbum Não Para Não. 

Essa é a primeira vez que Pabllo Vittar coloca um trio elétrico nas ruas do carnaval paulistano. Neste carnaval, a cantora já se apresentou em Recife e Salvador.

Com 1h de show, a produção parou a música duas vezes: uma por causa de uma briga perto do trio elétrico, que foi rapidamente contida, e outra para pedir que os vendedores ambulantes saíssem da direção do trio. Nesta segunda parada, uma das organizadoras aproveitou para criticar aqueles que se fantasiam de indígena no Carnaval, dizendo que "índio não é fantasia" e sendo aplaudida por boa parte do público.

Confusão

Por volta das 17h30 começou a chover na Tiradentes, o que não impediu que o show continuasse. A multidão continuou dançando e cantando embaixo da água. 

No entanto, muita gente tentou escapar e foi em direção à entrada da estação Tiradentes do metrô, que estava fechada. Uma forte aglomeração de pessoas se formou à espera que o portão fosse aberto, o que gerou tumulto e empurra empurra. A tropa de choque de PM teve que intervir para impedir que as pessoas tentassem entrar. 

Com o clima mais calmo, muita gente continuou se dirigindo à estação Tiradentes. De lá, os policiais instruíam as pessoas a irem para a estação Luz ou Armênia, que estavam abertas, segundo os policiais. Às 18h40, a estação Tiradentes foi finalmente aberta

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