Paciente que teve parte do útero retirado por engano vai processar hospital

A família da artesã Edina Sueli Nogueira, que se internou para operar varizes mas teve parte do útero retirado, decidiu processar o Hospital Nossa Senhora da Piedade, em Rio Claro, interior do Rio. Conforme o coordenador do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), José Ângelo Trindade Filho, o médico que a operou pode ter o registro cassado e a direção do hospital será responsabilizada, caso a denúncia seja confirmada. Moradora da cidade de Bananal (SP), Edina internou-se no hospital, no início do mês, para retirar varizes da perna direita. O município paulista faz divisa com o fluminense. Depois da cirurgia, conforme relato da família, a paciente foi informada que teve o abdome cortado e parte do útero retirada. O caso foi denunciado ao Cremerj regional e à 168ª Delegacia de Polícia, da cidade, que invetigará o suposto erro médico. Trindade Filho informou que a guia de internação da paciente já foi solicitada ao hospital, mas ainda não foi entregue. O Cremerj deu prazo até terça-feira para receber o material, para dar seguimento às investigações sobre o caso. A família desconfia que possa ter ocorrido uma troca de prontuários médicos. Uma outra paciente deu entrada no hospital, no mesmo dia, para uma cirurgia no útero.

Agencia Estado,

28 Junho 2003 | 16h51

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.