Padilha nega autoria e pede investigação do caso

Ministro diz que houve fraude no documento em que teria dado respaldo a instituto envolvido com emendas irregulares

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2010 | 00h00

Em nota e entrevista ao Estado, o ministro Alexandre Padilha negou ontem que tenha assinado o documento inserido nos convênios do Inbrasil com o Ministério do Turismo. "Por se tratar de um documento inidôneo, o ministro Alexandre Padilha encaminhou ofício ao Ministro da Justiça solicitando o envolvimento da Polícia Federal na apuração dos fatos e da veracidade do documento", diz a nota oficial.

Os ministérios do Planejamento e do Turismo, segundo Padilha, também foram acionados para ajudar a identificar supostas irregularidades na produção do documento. "Essa declaração tem sinais evidentes de falsidade, de fraude", disse o ministro.

Antes disso, a nota enviada pelo ministério já reforçava essa mesmo posição. "O ministro Alexandre Padilha afirma que não assinou a declaração sobre o funcionamento do instituto".

Para contestar o documento, Padilha enumera uma série de possíveis indícios de fraudes na sua elaboração. "A declaração apresentada pela reportagem destoa profundamente de todos os ofícios, declarações e demais documentos oficiais que são emitidos pela SRI (Secretaria de Relações Institucionais)", diz ele. "O timbre está incorreto, bem como todos os dados de seu cabeçalho: o telefone da Secretaria; o e-mail apresentado e a sua identidade visual. Os dados pessoais do ministro também estão equivocados, como a numeração de seu RG", afirma a nota.

Sua ex-assessora Crisley Lins foi procurada pelo Estado após a versão apresentada pelo ministro. Mais uma vez, ela repetiu que solicitou ao ministro o favor de assinar uma declaração de funcionamento do Inbrasil. Crisley nega qualquer fraude no documento.

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