Padrasto de acusada de matar Bernardo vê complô contra enteada

Para Sérgio Rolim de Moura, o médico Leandro Boldrini tem envolvimento na morte do menino Bernardo, em abril deste ano

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2014 | 20h03

PORTO ALEGRE - O advogado Sérgio Glauco da Silva Rolim de Moura, padrasto de Graciele Ugulini, disse acreditar que o médico Leandro Boldrini tem envolvimento no assassinato do filho, o menino Bernardo Boldrini, e que houve um complô inicial para que a culpa recaísse somente sobre Graciele.

O depoimento foi prestado à Justiça em Santo Ângelo, no noroeste do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira. Moura foi arrolado como testemunha pelo Ministério Público. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado.

O crime ocorreu em abril. Depois de localizar o corpo do menino de 11 anos em um buraco, em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros da casa da família, que fica em Três Passos, a polícia concluiu que Bernardo foi assassinado e prendeu Boldrini, Graciele e a assistente social Edelvânia Wirganovicz em abril e o motorista Evandro Wirganovicz em maio. 

Eles respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Boldrini e Evandro Wirganovicz alegam inocência. Graciele atribui a morte do garoto à ingestão acidental de calmantes em excesso. Edelvânia sustenta que não participou do "evento morte".

A fase de depoimentos arrolados pela acusação chega ao fim no dia 30, quando a avó materna de Bernardo, Jussara Uglione, será ouvida em Santa Maria. Depois, a partir de 26 de novembro, a Justiça tomará os depoimentos das 47 testemunhas da defesa. Não há data prevista para o julgamento do caso.

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