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Padrasto é condenado a 15 anos de prisão por matar enteado

Depois de 15 horas de julgamento, o tribunal do júri de Joinville, 180 quilômetros ao norte de Florianópolis, condenou o alemão Manfred Landgraf, de 44 anos, a 15 anos e seis meses de reclusão em regime fechado pelo assassinato de seu enteado Arley, de quatro anos, em 1990. O promotor Andrey Cunha Amorim qualificou o homicídio por motivo fútil e meio cruel. A sentença foi proferida pelo juiz Renato Luiz Carvalho Roberge.Em 1990, o engenheiro mecânico Landgraf morava em Joinville com Sueli Maria de Jesus, que tinha dois filhos, Arley e Paulo, de oito anos. De acordo com a acusação, o menino morreu de traumatismo craniano e vários ferimentos, causados por sessões repetidas de espancamento. O promotor Amorim relatou que o último espancamento foi provocada porque Arley teria urinado nas calças. Após o crime, e com a prisão preventiva decretada, Landgraf fugiu para a Alemanha, levando Sueli e o outro filho.Langraf e Sueli se casaram na Alemanha, onde tiveram dois filhos, e se separaram em 1996. Depois de aplicar um golpe de 2,5 milhões de euros em instituições financeiras, ele voltou ao Brasil em 2002, acompanhado de sua nova mulher, outra brasileira, tendo se estabelecido em Natal. Depois de meses de trabalho conjunto com autoridades alemãs, a Polícia Federal prendeu o engenheiro em 2003. Por causa do assassinato, ele foi transferido para Joinville no início de 2005, para aguardar julgamento.O Ministério Público de Santa Catarina teve de restaurar todo o processo, pois o original foi retirado do cartório por um falso advogado, que desapareceu. Landgraf também vai responder por estelionato, falsificação de documento particular e uso de documento falso. Só depois de cumprir a pena pelos crimes cometidos em solo brasileiro é que poderá haver sua extradição, já concedida pelo Supremo Tribunal Federal. Na Alemanha há processos contra ele por estelionato e lavagem de dinheiro.

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