Padrasto é preso por queimar criança de 3 anos com ferro de passar roupa

Mãe afirma que ferimentos teriam sido produzidos por um do dois irmãos, no dia anterior; vítima teve ferimentos nas nádegas e no rosto, além de vários hematomas pelo corpo

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

21 de julho de 2010 | 09h12

SÃO PAULO - Evanil de Castro, de 19 anos, foi preso na noite desta segunda-feira, 19, em Poços de Caldas, em Minas Gerais, acusado de queimar com ferro de passar roupa uma criança de 3 anos e por crime de tortura contra os enteados.

 

Os policiais militares foram ao Bairro Santa Augusta, por volta das 19 horas, depois de receber solicitação de que havia dado entrada na Policlínica Central uma criança de 3 anos, Mathews Heinrick de Paiva, vítima de violência e queimaduras causadas por ferro de passar roupas.

 

Segundo a mãe da criança, Luciana Sergio de Paiva, de 24 anos, os ferimentos teriam sido produzidos por um irmão da vítima, no dia anterior. Ao ser indagada por não ter levado a vítima ao médico no dia, ela disse que pensou que não precisava, pois o corpo da criança estava apenas vermelho.

 

Segundo a polícia, os dois irmãos da vítima, Victor Hugo de Souza, de 8 anos, e Peterson Breno de Souza, de 5 anos, que também mostraram sinais de hematomas pelo corpo, disseram que seu irmão havia sido machucado pelo padrasto Evanil, por ter urinado na cama. Segundo as crianças, o padrasto pegou um ferro de passar roupas, que estava quente, e queimou algumas parte do corpo de Mathews.

 

A polícia localizou o endereço da mãe de Evanil, onde ele foi preso, após tentar fugir. Sua irmã, Stefane Raquel Santana de Castro, de 20 anos, também foi autuada após tentar impedir a prisão, agredindo um policial.

 

A mãe das crianças não foi conduzida à delegacia por ter que acompanhar a vítima de queimaduras, que ficou sob observação médica no Hospital Santa Casa. Ele teve ferimentos nas nádegas e no rosto e apresentava também vários hematomas pelo corpo. Segundo o médico de plantão, Mathews será submetido à cirurgia plástica.

 

As outras crianças foram atendidas e ficaram sob os cuidados do Conselho Tutelar, que acompanhou a ocorrência desde o início. Foi apreendido na residência um ferro de passar roupas e uma sandália, objetos utilizados para torturar as crianças.

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