Padre Adelir deve ser sepultado neste sábado no PR

Na BR-277, entre Curitiba e o litoral, o corpo foi acompanhado por escolta policial

Evandro Fadel, da Agência Estado,

01 Agosto 2008 | 19h25

Os restos mortais do padre Adelir de Carli, de 41 anos, devem ser sepultados neste sábado, 2, em Ampère, a cerca de 520 quilômetros de Curitiba, no sudoeste do Paraná. O padre morreu na tentativa de fazer um vôo de 20 horas, saindo de Paranaguá, no litoral paranaense, utilizando balões de gás hélio. Ele caiu no mar do litoral norte de Santa Catarina no dia 20 de abril, mas partes do corpo foram encontradas somente no dia 3 de julho, a cerca de 100 quilômetros da costa de Maricá, no Rio de Janeiro.   O corpo chegou a Paranaguá às 18 horas para o velório na Paróquia São Cristóvão, onde padre Adelir exercia a função de pároco. Na BR-277, entre Curitiba e o litoral, ele foi acompanhado por escolta policial. Na chegada um grupo de motociclistas uniu-se ao cortejo, que foi recebido com muitas palmas, por aproximadamente 300 pessoas.   O caixão lacrado foi colocado na igreja ainda inacabada. Os objetivos do padre, ao realizar sua aventura, eram chamar a atenção para a Pastoral Rodoviária, que se destina a dar assistência aos caminhoneiros que se dirigem ao Porto de Paranaguá, e arrecadar recursos para o término da construção da igreja.   O bispo da diocese de Paranaguá, dom João Alves dos Santos, que tinha ido ao Rio de Janeiro na quarta-feira para a liberação do corpo, celebraria uma missa nesta noite. A previsão era de que o caixão com os restos mortais do padre deixasse Paranaguá por volta das 22 horas em direção a Ampère, onde ele passou a infância e onde mora a maioria de seus familiares. Alguns ônibus levaram fiéis da paróquia que ele atendia desde 2003, quando se ordenou.   "A gente está muito triste com o que aconteceu, mas o padre Adelir foi muito aventureiro, muito guerreiro", disse a paroquiana Vera Lúcia Souza, uma das que acompanharam o cortejo. "No que depender de nós, fiéis, os trabalhos que ele iniciou na paróquia vão continuar." Muitas faixas foram espalhadas pela Igreja São Cristóvão exaltando a coragem, determinação, testemunho e trabalho do padre.

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