Padre é condenado a 10 anos por pedofilia

O padre Tarcisio Tadeu Spricigo, de 46 anos, foi condenado a dez anos de prisão pela prática de atentado violento ao pudor contra um menino de 8 anos de idade. O crime aconteceu há 3 anos, quando Spricigo era o responsável pela capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Pampula, em Agudos, distante 15 quilômetros de Bauru. O juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz aplicou-lhe a pena prevista para o crime, que é de seis anos, acrescida de dois terços, porque o delito aconteceu de forma continuada.Logo depois dos acontecimentos de Agudos, Spricigo transferiu-se para Anápolis (GO), onde acabou preso pela mesma prática, mas foi beneficiado por um habeas corpus. Ao sair da prisão, o padre retornou a Agudos, onde já o aguardava um mandado de prisão temporária, depois transformada em preventiva. Na sua ausência, a polícia investigou e descobriu sua atividade em relação à vítima. O delegado Paulo Calil, que dirigiu o inquérito policial, disse que o crime só foi denunciado quando a vítima ouviu notícias de que Spricigo havia sido preso em Goiás e revelou também ter sido molestada. A apreensão de um diário onde o padre relatava pormenores do seu relacionamento com a criança foi decisiva para a elucidação do caso, com a prisão e condenação do religioso. Pouco depois de sua prisão, ocorrida no dia 8 de outubro do ano passado, Spricigo foi transferido para a cadeia pública de Bauru tendo, inclusive, sido refém numa rebelião ocorrida no dia 16 de fevereiro.

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