Padre Júlio inicia vigília em memória aos mendigos assassinados

Às 18h30 o Padre Júlio Lancelotti, da Pastoral Povo de Rua, iniciou no largo São Bento, no centro de São Paulo, uma vigília em memória aos moradores de rua assassinados. O Ato deve percorrer os locais em que as mortes ocorreram e terminar na Praça da Sé. "A idéia da vigília é mobilizar a população, mostrar a nossa indignação e pressionar para que os crimes sejam elucidados" diz o padre Lancelotti. Para ele, a vigília também serve para provar que a sociedade quer uma resposta. "Muitos apostam que nada ocorrerá quanto aos crimes. Quando os mais fracos estão abandonados, ninguém está bem". Os participantes da vigília seguem com velas nas mãos, ao som de cânticos religiosos. Alguns moradores de rua empunham bandeira de protestos. Um deles, Adilson da Silva Spinola, de 26 anos, afirma ter conhecido o travesti Pantera, morto na quinta-feira. "Parece que ele vinha pressentindo a morte, pois três dias antes, disse: ´ao amanhecer posso viver e ao anoitecer, morrer´". Foi Pantera quem o acolheu nas ruas logo depois que chegou a São Paulo vindo de Porto Alegre, há dois anos. "Estou com medo e tenho dormido em um albergue próximo à estação Armênia do Metrô".

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