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Padre Pinto anuncia conversão ao candomblé, mas parentes dizem que ele foi dopado

Em mais uma aparição polêmica, o ex-padre José Pinto, expulso da Igreja Católica devido ao seu comportamento nada religioso, anunciou na capital baiana que estaria entrando para o candomblé, chegando a fazer a iniciação da religião, com a limpeza do corpo, a raspagem da cabeça e sobrancelhas. Ele se deixou fotografar pelo jornal A Tarde e apareceu na edição de quarta-feira careca, de brincos e usando batom vermelho.Contudo, depois da repercussão da notícia, familiares e amigos levaram Pinto para um spa (para ser desintoxicado) negaram que ele estaria trocando o catolicismo pelo candomblé, disseram que o ex-padre foi "dopado", e manifestaram a intenção de processar os "responsáveis" pelo descaminho do religioso.Conforme Dermeval Silva, amigo de Pinto e que está o está ajudando a organizar seu atelier de artes, os parentes do ex-padre ficaram "escandalizados" quando leram a notícia da conversão dele ao culto afro. "Foram alguns amigos que resolveram levar padre Pinto a um terreiro (o Ilê Axé Ominidê) com o intuito dele entrar em contato com o candomblé, tema de muitos dos seus quadros", contou. Lá o ex-padre teria sido convencido a se tornar primeiro filho e depois pai-de-santo. "Ele foi dopado para ser submetido àquilo", garantiu Silva.Pinto chegou a declarar que, como a igreja o havia expulsado, descobriu sua "vocação" para pai-de-santo. "Soube até que meu orixá é Oxum", disse na ocasião. Mas tudo não passaria de efeito do "dopping" de acordo com Silva. "Ele não está mais pensando em voltar para a Igreja Católica, mas essa história de se tornar pai-de-santo não existe" garantiu Silva, que está organizando uma exposição com os quadros do ex-padre no dia 15 de junho no Memorial da Câmara Municipal de Salvador. Pinto passou a incomodar a Arquidiocese de Salvador quando fantasiou-se de orixá, índio e rei mago na Festa da Igreja da Lapinha no centro histórico de Salvador em janeiro. Após ser admoestado pela Arquidiocese, reagiu, foi punido e passou a criticar insistentemente o cardeal-arcebispo Geraldo Majella Agnelo até que foi expulso da Igreja.

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