Padre que criou 'masmorra erótica' se entrega à polícia

Religioso acusado de algemar e abusar de garoto de 14 anos teve prisão pedida no Rio

Julia Baptista e Priscila Trindade, da Central de Notícias

21 de maio de 2010 | 21h42

SÃO PAULO - O padre polonês Marcin Michal Strachanowski, acusado de corrupção de menores, entregou-se à polícia do Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira, 21. Segundo policiais do 33º DP de Realengo, o padre foi encaminhado para a Polinter do Grajaú.

 

A Justiça do Rio de Janeiro decretou ontem a prisão preventiva do acusado, que teria algemado e abusado de um garoto de 14 anos em 2007, além de ser acusado de ter feito diversas ameaças ao rapaz.

 

Na decisão, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 1ª Vara Criminal de Bangu, na zona oeste, afirmou que o religioso transformou a Casa Paroquial numa espécie de "masmorra erótica". "Os indícios brilhantemente colhidos durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes", afirmou o magistrado.

 

Em nota divulgada hoje, a Arquidiocese do Rio de Janeiro informou que "lamenta o ocorrido" e afirma que "o referido sacerdote já se encontra suspenso de suas funções paroquiais". A arquidiocese afirmou que, além do processo criminal, também corre o processo canônico que foi instruído pelo Tribunal Eclesiástico.

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