Padres irmãos acusados de engravidar jovens em Franca

O padre Edson Francisco dos Santos, até há poucos meses responsável pela paróquia São Crispim, no Jardim Redentor, em Franca, a 400 quilômetros de São Paulo, é acusado de ter mantido um relacionamento amoroso com uma jovem de sua paróquia. Com 18 anos, ela está grávida de sete meses. A informação não foi confirmada - nem desmentida - pelo vigário-geral da Diocese de Franca, padre José Geraldo Segantin, em entrevista ao jornal Comércio da Franca. O sacerdote acusado é irmão do padre Heliberto dos Santos, também acusado de engravidar uma jovem, esta de 16 anos e que está no quinto mês de gravidez."Não há o que falar. Estamos profundamente entristecidos e consternados. É hora de serenidade e introspecção", disse o padre Segantin, que responde pela diocese na ausência de Dom Diógenes da Silva Mathes. O bispo está há dois dias fora de Franca, percorrendo paróquias da região. "Dom Diógenes está profundamente abalado, com crises de pressão alta e a saúde fragilizada. É um momento difícil para todos", afirmou Segantin.CoincidênciaOs casos envolvendo os dois irmãos padres são muito parecidos. Ambos teriam se envolvido com jovens fiéis de suas paróquias. A gravidez de ambas foi quase simultânea. Muito queridos em suas comunidades, ambos se afastaram das paróquias no início deste ano. E nenhum deles pretende abandonar o sacerdócio. O padre Segantin insiste que só o padre Edson dos Santos ou o bispo D. Diógenes poderão confirmar oficialmente o caso. Em entrevista ao Comércio da Franca, entretanto, elediz que "não existe norma que os obrigue a deixar a Igreja. Mas é claro que terão que assumir a responsabilidade por seus atos".As informações sobre o paradeiro dos sacerdotes são contraditórias. Pessoas ligadas à paróquia Santana, chefiada até alguns meses por padre Heliberto, garantem que ele estaria em Santa Catarina. Fiéis da Igreja São Crispim, conduzida até janeiro pelo padre Edson, sustentam que ele estaria na Itália, trabalhando na Cúria Romana.O destino dos padres é desmentidos por Segantin, que afirma estarem os dois na região. "Os padres estão sob os cuidados terrenos e espirituais de D. Diógenes", afirma, evasivo. "Mas não estou autorizado a dizer onde".Comunicado Ontem à noite Segantin distribuiu comunicado, em nome da Diocese de Franca, no qual lamenta os erros cometidos pelos religiosos e pede perdão aos atingidos. Em um dos trechos, adverte que a Igreja vai exigir de ambos uma mudança radical de atitude caso queiram continuar no sacerdócio. "Exigimos deles, para qualquer solução de Igreja, uma conversão radical e um assumir de responsabilidade com quem foi injustiçado". No mesmo texto, Segantin afirma: "(Eles) Poderão continuar na Igreja, mas serão submetidos a uma longa prova e supervisão".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.