''Paes e Cabral estarão juntos em 2012, mas não se pode falar em favoritismo''

Rodrigo Maia, DEPUTADO FEDERAL E EX-PRESIDENTE DO DEM

Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

A decisão do PSDB de ter candidato próprio à Prefeitura do Rio, anunciada pelo presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), não atrapalha o diálogo das legendas de oposição ao prefeito Eduardo Paes e ao governador Sérgio Cabral, ambos do PMDB. Quem garante é o provável candidato do DEM na sucessão da capital, deputado Rodrigo Maia.

Ex-presidente do DEM, Maia negocia uma aliança com o PR do deputado Anthony Garotinho e deverá ter como vice, em sua chapa, a filha dele, Clarissa Garotinho, deputada estadual. No mês passado, Maia, Garotinho e Guerra falaram sobre a união das três legendas no Estado do Rio. "Excluímos a capital do diálogo, porque o PSDB terá candidato próprio", disse Maia.

A primeira aproximação do DEM com Garotinho ocorreu em 2007, quando o ex-governador presidia o PMDB fluminense e firmou com Rodrigo Maia e o DEM uma aliança para a disputar a Prefeitura do Rio. O acordo foi desfeito quando Cabral apostou na candidatura de Eduardo Paes. Rodrigo Maia falou ontem ao Estado.

O senhor está pronto para disputar a prefeitura do Rio em aliança com o PR e sem o PSDB?

O DEM quer ter candidato e meu nome está colocado. Se será em uma aliança, vamos discutir. Em 2008, fizemos um acordo com o PMDB (que era presidido por Garotinho), mas o Cabral mudou o que estava acertado. PSDB, PR e DEM são oposição no Rio e estamos dialogando. O PSDB terá candidato na capital, mas temos chances de aliança em outras cidades.

O eleitor vai entender uma aliança do DEM com o PR, que está no governo Dilma?

É uma aliança local. A realidade local diverge da nacional.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, diz que é bom que a oposição tenha muitos candidatos no Rio para levar a disputa ao segundo turno. O senhor concorda?

Não concordo nem discordo, não tenho pesquisas recentes. De fato, o prefeito tem uma aliança ampla, prefeito e governador estarão juntos. Mas não se pode falar em favoritismo.

Uma candidatura de Índio da Costa pelo PSD ajudaria a levar a disputa ao segundo turno?

Não tenho como avaliar. O que sinto no Brasil é que pessoas estão aproveitando uma janela (ao migrarem para o PSD). Gilberto Kassab está muito próximo do Cabral e do Paes e não sei o que vai acontecer no Rio.

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