Paga-se até R$ 25 mil por uma entrega

Quando um visitante é surpreendido tentando entrar com esses aparelhos numa prisão, nada acontece na maioria dos casos - exceto quando a ação visa à prática de crimes, como o tráfico de drogas e extorsões, o que pode levar à prisão em flagrante por formação de quadrilha. Atualmente, a lei só considera crime a ação do agente do presídio corrupto que entra com celulares para entregá-los aos detentos - o Congresso analisa um projeto de lei que torna crime a entrada ilegal de telefones nos presídios, independentemente de quem leve.Enquanto isso não ocorre, o sistema prisional de São Paulo investiu R$ 34 milhões na compra de 188 aparelhos de raio X e de 152 portais de detecção de metais. Para driblar essas máquinas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) chegou a cotar em novembro de 2008 a compra de um detector de metal na Itália, semelhante aos dos presídios paulistas, para treinar os parentes de detentos responsáveis pela introdução de celulares nas penitenciárias.No começo deste ano, presos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau ofereceram cerca de R$ 25 mil para um agente entregar três aparelhos. "O preço que os presos estão dispostos a pagar para quem lhes traz um celular é a maior prova de que a dificuldade para obter um celular aumentou no presídio", afirmou o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. O agente suspeito de corrupção acabou preso.

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