Pagot já era réu por improbidade ao ser mantido no cargo

Luiz Antônio Pagot já era réu em ação por improbidade quando a então presidente eleita Dilma Rousseff (PT) decidiu mante-lo no cargo, em dezembro de 2010. O processo contra Pagot tramita na 5ª Vara da Justiça Federal em Brasília desde 2008. Trata-se de ação civil pública na qual Pagot é acusado pelo Ministério Público Federal de ter acumulado indevidamente, por sete anos, a direção da Hermasa Navegação da Amazônia S.A, e cargo público em comissão de secretário parlamentar do Senado.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

A Procuradoria da República pede a condenação de Pagot ao pagamento de R$ 428,2 mil - valor não corrigido - "pela percepção ilícita de simulação de exercício de cargo público no Senado". Segundo a ação, a Hermasa pertence ao grupo André Maggi, controlado pelo senador e ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (2003-2010). Blairo, do PR, é padrinho político de Pagot. Antes mesmo da posse de Dilma, o senador confirmou que Pagot seria mantido no cargo.

A procuradoria requereu condenação solidária de Blairo, por danos materiais e morais, com destinação dos créditos em favor do Senado, com juros e atualizações, "a título de recomposição do patrimônio público lesado".

A ação revela que Pagot não poderia ter exercido funções no Senado "ante a incompatibilidade material que se evidencia, pois a Hermasa tem atividades em Mato Grosso, Rondônia e Amazonas". Por telefone, Pagot informou que estava em um consultório médico. "O local é impróprio (para dar entrevista)", disse. A assessoria de Blairo disse que ontem ele não iria falar com a imprensa.

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