Pai de criança morta asfixiada por manicure presta depoimento

Suzana do Carmo Figueiredo disse que mantinha relacionamento com o pai do menino

Marcelo Gomes,

02 Abril 2013 | 11h27

BARRA DO PIRAÍ - O empresário Heraldo Bichara Júnior, de 38 anos, pai do menino João Felipe Eiras Bichara, de 6, chegou às 9h30 desta terça-feira à 88ª Delegacia de Polícia (Barra do Piraí) para prestar depoimento. Abraçado à mulher, Aline Bichara, Heraldo foi recebido por dois advogados que já o esperavam na delegacia. Eles não deram declarações à imprensa.

O delegado Mário Omena disse que, com o depoimento do empresário, espera descobrir o motivo que levou a manicure Suzana do Carmo Figueiredo a ter assassinado o menino João Felipe e escondido seu corpo dentro de uma mala na tarde do dia 25 de março. Ao ser presa, na noite daquele dia, Suzana contou informalmente à polícia que mantinha um relacionamento com Heraldo há cerca de um ano e meio. "Para mim, é irrelevante confirmar ou não se ele tinha um caso com Suzana. O importante é elucidar a motivação do crime. E não há dúvida de que a manicure tinha algum interesse na família", disse o delegado.

Nessa segunda-feira, a mãe da manicure apresentou à Polícia Civil uma carta escrita por Suzana em que ela narra um plano de sequestrar uma criança e pedir R$ 300 mil como resgate. Embora não cite o nome da vítima, a polícia acredita que o plano se referia a João. No último dia 25, Suzana ligou para a escola onde João estudava e, se passando pela mãe do menino, avisou que um desconhecido iria buscá-lo. Passou por lá de táxi, conseguiu retirar o garoto da escola e levá-lo para um hotel, onde o matou asfixiado. Depois levou o corpo para casa e guardou em uma mala. O caso foi esclarecido com a ajuda de funcionários do hotel e do taxista que transportou a manicure e a criança.

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