Pai de garoto atacado por tigre em zoológico deve depor na segunda

Marcos do Carmo Rocha responde por lesões corporais graves; funcionários do zoológico também deverão prestar esclarecimentos

Miguel Portela , Especial para O Estado

01 Agosto 2014 | 19h52

CASCAVEL - A Polícia Civil deve ouvir, na próxima segunda-feira, 4, o depoimento de Marcos do Carmo Rocha, de 43 anos, pai do garoto de 11 anos atacada por um tigre no zoológico de Cascavel, na região oeste do Paraná. Um inquérito policial foi aberto para investigar as circunstâncias do acidente.

Desde o ataque ocorrido na quarta-feira, 30, o delegado Denis Marino, que cuida do caso, fez duas tentativas para ouvi-lo, mas sem sucesso por causa do estado emocional do pai da criança. O menino teve o braço direito amputado, na altura do ombro. Rocha responde por lesões corporais grave. Além dele, a polícia expediu intimações para que responsáveis e funcionários do zoológico prestem esclarecimentos.

A Polícia Civil também informou que as pessoas que registraram o ataque do tigre ao garoto serão identificadas e convocadas para comparecerem à delegacia para depoimento. 

O menino deve ter alta hospitalar até quarta-feira, 6,. A informação foi repassada na tarde desta sexta, 1º, pela assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU), onde está internado.

De acordo com a assessoria, o menino continua internado na ala pediátrica e seu estado clínico é estável, embora esteja bastante abalado psicologicamente. Ele tem recebido atenção especial da assistência social e da psicologia do hospital.

O garoto recebeu a companhia da mãe, que é de São Paulo para acompanhar a recuperação do filho. Tanto ela quanto o pai não falam com os jornalistas. Em 38 anos de história, esse foi o primeiro registro de ataque de felino a um visitante do zoológico de Cascavel. 

 

 

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