Pai de João Hélio não fala da mudança na lei do Tribunal de Júri

Alteração começou a tramitar na Câmara dos Deputados logo após o assassinato do garoto de 6 anos, no Rio

da Redação, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2008 | 22h20

O pacote de segurança que inclui o projeto de lei aprovado nesta quarta-feira, 14, na Câmara que altera o funcionamento do Tribunal do Júri começou a tramitar logo após o assassinato de João Hélio Fernandes Vieites, de 6 anos, no Rio, em fevereiro de 2007. Nesta quarta, o pai do menino, Elson Lopes Vieites , não quis comentar a votação. João Hélio foi arrastado por assaltantes preso ao cinto de segurança, do lado de fora do carro da mãe, Rosa Cristina Fernandes, por sete quilômetros. No fim de janeiro, a oito dias de a morte do menino completar um ano, quatro acusados foram condenados em primeira instância à pena máxima. Carlos Eduardo Toledo Lima, 23 anos, que dirigia o carro, foi condenado a 45 anos de prisão, e Diego Nascimento da Silva, de 18, que estava no banco do carona, recebeu pena de 44 anos e três meses. Já Thiago Abreu Matos, de 19 anos, e Carlos Roberto da Silva, de 21, foram condenados a 39 anos de prisão - eles não estavam no carro que arrastou João Hélio, mas participaram do assalto e deram "cobertura" no percurso, segundo a sentença da juíza Marcela Assad Caram, da 1ª Vara Criminal de Madureira. Todos eles foram absolvidos da acusação de formação de quadrilha. Um adolescente que estava no banco de trás já havia sido punido, em março de 2007, com a mais dura medida permitida pela lei - internação de até três anos. O crime ocorreu no dia 7 de fevereiro de 2007, quando Rosa voltava para casa com João Hélio e a filha, Aline, de 13 anos. Ela havia parado num sinal de trânsito na Rua João Vicente, em Oswaldo Cruz, na zona norte, quando os criminosos, armados, ordenaram que saísse do carro. Aline estava no banco da frente, ao lado da mãe. Elas saíram, e quando Rosa tirava o filho do banco de trás, que estava com o cinto de segurança, um deles bateu a porta, e outro arrancou com o carro. O corpo foi arrastado por 14 ruas de quatro bairros. Os assaltantes abandonaram o carro com o menino pendurado do lado de fora em Madureira, e fugiram.

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