Pai de refém em Campinas diz que é preciso ter paciência

Por volta das 7h40 desta quinta-feira, 26, o pai de Mara Sílvia de Souza, Mário Thomaz de Souza, saiu de sua casa, que vizinha à da filha com o neto, Murilo de Souza no colo. O drama da atendente, de 29 anos, e de seus dois filhos, Thiago e Vitor, de 7 e 9, completou 44 horas às 8h34 desta quinta. Segundo o avô, a família reza para que o assalto com três refém, Mara e dois de seus filhos, que já é considerado o mais longo do Estado de São Paulo, chegue ao fim. "Fazer o quê? Aconteceu com a gente, então a gente precisa de paciência. Pedir a Deus que Ele abençoe e que dê tudo certo", disse. O avô afirmou também que o Murilo, de 4 anos, que também estava como refém na casa da filha e que foi libertado às 16h de terça-feira, está tranqüilo. O suspeito não retomou as negociações na manhã desta quinta-feira, 26, como tinha prometido na quinta. O suspeito entrou na casa após assaltar a loja Fênix Games, em uma galeria comercial na rua paralela. Outro homem, um cúmplice, está foragido. Na quarta-feira, a loja estava fechada. Segundo a polícia, a resistência do criminoso seria em razão de ele estar jurado de morte por uma facção criminosa. Hora a hora Terça-feira: 11h50 - O criminoso rouba um videogame em uma loja no bairro Campos Elísios, em Campinas, e foge a pé. Um policial que fazia bico como segurança do local inicia uma perseguição 12 horas - Na Rua Coronel Pompeu de Camargo, o ladrão troca tiros com o policial. Depois invade uma casa e pula 3 muros até chegar à residência de Mara Souza 12h10 - Ele encontra a dona da casa e a faz refém junto com seus três filhos, Murilo, Victor e Thiago, de 3, 7 e 10 anos, respectivamente 13 horas - A polícia inicia a negociação 16 horas - O criminoso aceita trocar Murilo, de 3 anos, por um colete à prova de balas 17h30 - Isnaldo Soares de Oliveira, pai das crianças, chega para acompanhar as negociações 20 horas - Chega apoio do Grupo de Operações Tática Especiais (Gate). Nesse momento são cerca de 60 policiais em volta da casa 20h30 - A polícia corta a energia elétrica e a da água da casa Quarta-feira: 5h30 - O bandido joga pela janela um radiocomunicador que havia sido entregue pela polícia 11h45 - O pai das crianças recebe uma ligação vinda do celular de Mara. O ladrão pedia cigarro. A polícia diz que atenderia em troca de outro refém. O criminoso nega e ainda pede um carro para fugir 13h30 - Oliveira recebe outra ligação. Mara diz que aceita sair da casa como escudo do assaltante em troca da libertação dos filhos. A polícia nega 17h30 - O criminoso pede outro colete à prova de balas para liberar mais um refém, mas depois voltou atrás

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 09h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.