Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE

Pai de Sean diz que iria 'até o fim do mundo' pelo filho

Menino e pai embarcaram pela manhã para os EUA após cinco anos de batalha judicial

estadao.com.br,

24 de dezembro de 2009 | 17h39

Em entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 24, o deputado norte-americano de Nova Jersey Chris Smith, que acompanha o caso Goldman, leu uma carta escrita pelo pai de Sean, David Goldman, que embarcou para os Estados Unidos na manhã desta quinta-feira com o garoto, depois de uma batalha judicial que durou cinco anos.

 

Goldman afirma na carta que tanto ele quanto a família iriam "até o fim do mundo" pelo menino. Ele também agradece a todos os brasileiros e americanos que contribuíram para o retorno da guarda de Sean para o pai.

 

Segundo o deputado, os Goldman partiram do aeroporto Santos Dumont, no Rio, em um avião fretado pela rede de televisão norte-americana NBC, que também custeou a viagem e a estadia de Goldman no Rio.

 

Goldman assinou um contrato de exclusividade com a rede. O advogado da família da mãe de Sean, Sergio Tostes, criticou a ligação entre a NBC e o caso: "É sabido que o David tem contrato com a NBC. Só espero que ele não exiba o filho como um troféu, nos Estados Unidos".

 

O ator Luca Bianchi, que acompanhou o sobrinho Sean ao Consulado Americano para ser entregue ao pai, escreveu agora a pouco na sua página no site de relacionamentos Facebook: "Deixei o Sean na embaixada americana chorando e apavorado. Chegou a vomitar dentro da embaixada de tanto pavor. Mas a Hillary esta muito feliz com o governo do Brasil por não ter cumprido a Constituição brasileira e ter feito exatamente o que ela pediu. FELIZ NATAL!"

 

Na terça-feira, 22, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cassou a liminar concedida à família brasileira de Sean e que mantinha a criança no país, prolongando uma crise que chegou a abalar as relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

 

A luta pela custódia de Sean começou em 2004, quando a brasileira Bruna Bianchi, então esposa de Goldman e mãe de Sean, trouxe o menino dos EUA, onde a família vivia, para o Brasil. Uma vez aqui, ela se divorciou de Goldman. Em 2008, Bruna morreu.

 

A família de Bianchi e o segundo marido dela lutaram para manter o menino no Brasil, alegando que ele havia criado raízes aqui e não queria voltar para os EUA.

 

Leia a íntegra da carta de Goldman:

 

Por favor, aceitem meus mais sinceros e modestos agradecimentos aos cidadãos brasileiros e americanos por terem feito a verdade prevalecer e pela ajuda em tornar nossa reunião possível.

 

Eu estou agradecido às muitas pessoas maravilhosas que se esforçaram por reunir nossa família com nosso lindo Sean.

 

Por favor, saibam que meu amor e o amor do resto da família por Sean não conhece fronteiras e nós iremos até o fim do mundo para protegê-lo e oferecer a ele todo o amor que temos.

 

Agora é tempo do nosso recomeço, o renascimento de nossa família numa época tão especial do ano. Espero que essa força continue crescendo e as atenções não diminuam, porque há mais pais e mães e crianças para serem reunidos.

 

Deus abençoe vocês todos,

 

David

Tudo o que sabemos sobre:
Sean Goldman

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.