Pai é acusado de espancar filha de 39 dias até a morte no PR

Segundo a polícia, mãe acordou com o pai batendo na filha e pediu socorro, mas a criança não sobreviveu

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2008 | 16h54

O desempregado Edson da Silva Bernardo, de 26 anos, está preso desde domingo, 4, no 2º Distrito Policial de Londrina, no norte do Paraná, acusado de ter espancado a filha, de apenas 39 dias, que chorava e não o deixava dormir, provocando-lhe a morte. A criança sofreu fratura nos dois fêmures, trauma craniano e luxação em um dos ombros. A princípio, a mãe, Andréa Michele da Silva, de 24 anos, é apenas testemunha do crime.   Revoltados, populares saquearam e colocaram fogo na casa de madeira em que eles moravam no assentamento urbano Nossa Senhora Aparecida. A criança J. S. B. foi levada ao Hospital Infantil, por volta das 8h30 da manhã. Os pais disseram que ela tinha caído do colo da mãe quando a colocava no carrinho de bebê.   "No primeiro atendimento concluiu-se pela incompatibilidade entre o resultado das lesões e a história anunciada pelos pais da vítima", disse o delegado Lanevilton Theodoro Moreira. Comunicada, a polícia passou a investigar o caso ouvindo os pais em separado.   Segundo Moreira, foi a mãe quem decidiu contar a verdade e disse que a invenção da história foi feita a pedido de seu marido. O delegado acentuou que, depois, o próprio pai acabou assumindo ter espancado a criança, embora dissesse não se lembrar com precisão do que acontecera e que não tinha controle de seus atos, em razão de tomar medicamentos de uso controlado. "Vamos requisitar um exame de sanidade mental", adiantou Moreira.   De acordo com o levantamento da polícia, a criança foi espancada dentro do carrinho por volta das 5h30 da manhã, por estar chorando. A mãe teria acordado enquanto o pai a espancava. Ela chamou ajuda. O bebê ainda chegou com vida ao hospital, mas morreu meia hora depois. A mãe está em uma casa destinada a mulheres vítima de violência doméstica. O pai foi preso em flagrante, indiciado por homicídio qualificado.   Na tarde de domingo, moradores do assentamento revoltaram-se e saquearam a casa, onde o casal e a filha moravam. Depois demoliram boa parte e colocaram fogo no que restou. Um inquérito foi aberto para apurar o furto e os estragos provocados na casa, que não pertencia ao casal.

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