Pai é preso por estuprar duas filhas no interior de Santa Catarina

Homem teve seis filhos com as duas e a mais nova está grávida; mãe sabia dos crimes, mas tinha medo de denunciar

Marcos Dias de Oliveira, Especial para O Estado

14 de julho de 2014 | 19h59

JOINVILLE -  Já está no Presídio Regional da cidade de Mafra (a 310 km de Florianópolis) um homem de 45 anos acusado de estuprar por vários anos as duas filhas e ter três filhos com cada uma delas no município de Rio Negrinho, no interior de Santa Catarina. 

Conforme o delegado da Polícia Civil de Rio Negrinho, Thiago de Freitas Nogueira, ao ser preso o acusado - cujo nome está sendo mantido em sigilo para preservar a identificação das vítimas - confessou os crimes. A operação policial foi realizada na sexta-feira, 11, após denúncia anônima, e divulgada nesta segunda. 

De acordo com o policial, o detido admitiu os crimes e disse que não havia necessidade de fazer exame de DNA com as crianças, pois todas são filhas dele. Ele foi autuado pelos crimes de estupro de vulnerável - pelo abuso praticado contra as duas filhas quando elas ainda eram menores de 14 anos - e estupro comum, após elas terem completado os 14 anos. A pena mínima para estupro de vulnerável é oito anos de reclusão e para estupro comum, seis anos. 

Pelos cálculos do delegado Thiago de Freitas Nogueira, se condenado, o acusado - na somatória dos crimes - poderá ser sentenciado a 30 anos de reclusão.

Grávida. Além das seis crianças, a filha mais nova, que hoje tem 22 anos, está grávida do quarto filho dele. Nos depoimentos, foi esclarecido que as duas meninas eram molestadas pelo pai desde pequenas. Hoje, a mais velha tem 24 anos. As investigações apuraram que a mãe delas sabia de tudo, mas nunca teve coragem de denunciar. Ela alegou que também era vítima do marido.

Segundo os relatos feitos ao delegado Nogueira, as mulheres eram ameaçadas e constrangidas. O acusado dizia que, se fosse denunciado, colocaria fogo na casa, fugiria com as crianças e as abandonaria pelas ruas da cidade, sem dinheiro e desabrigadas. As vítimas não eram mantidas em cárcere privado, mas viviam isoladas na área rural, não frequentaram a escola, não iam à igreja ou a locais públicos sozinhas.

Foi acionado o apoio da assistência social para fazer o acompanhamento das vítimas e das crianças. As mulheres manifestaram interesse em ir embora da localidade. O detido alegou que sofria distúrbio mental e que precisava de tratamento. Para o delegado, ele tinha noção da realidade. 

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