Pai que agrediu filho está em depressão profunda, dizem médicos

Alexandre Alvarenga, acusado de arremessar o filho de 1 ano no pára-brisa de um carro em movimento e, junto com a esposa, Sara Maria Rosolen Alvarenga, bater a cabeça da filha de 6 anos em uma árvore, em Campinas, no interior do Estado de São Paulo, passou mal nesta sexta-feira na cela do Centro de Detenção Provisória (CDP), em Hortolândia, onde está preso.Segundo seu advogado Luiz Henrique Cirilo, Alvarenga foi atendido por médicos da rede pública, e o diagnóstico foi crise de depressão profunda em estado crônico."Fiz o pedido ao juiz ainda ontem (quinta-feira) para o início do tratamento do Alexandre. Ele está muito debilitado", disse o advogado. A Promotoria de Justiça marcou para o dia 27, às 10 horas, a reconstituição dos crimes de agressão praticados pelo casal.Foram convidadas as testemunhas e Alvarenga e sua esposa, Sara Maria Rosolen Alvarenga, que está detida na Penitenciária Feminina doCarandiru. No dia 26 deve ocorrer a audiência com as testemunhas de acusação. Na primeira audiência, o casal alegou não se lembrar dos fatos.A agressão aos filhos ocorreu em 2 de fevereiro. "Pelas condições de saúde no momento, o Alexandre não vai participar da reconstituição", disse Cirilo, que aguarda a resposta do juiz para o início do tratamentode seu cliente.O advogado de Sara, Pedro Renato Lúcio Marcelino, disse que ela vai participar da reconstituição. "Ela não bateu, não jogou o filho, mas foi denunciada. Foi um momento de perturbação", afirmou ele, acrescentando que deve contratar um especialista para seu tratamento médico.

Agencia Estado,

14 de março de 2003 | 18h29

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