Pai que matou filho drogado morreu de tristeza, diz médico

Amador Cortellini, de 68 anos, "desistiu de viver", como avaliou seu sobrinho. Nesta sexta-feira, 25 dias depois de ter assassinado seu filho, o digitador Rodrigo André Cortellini, de 28 anos, viciado em cocaína e álcool, Amador foi enterrado em Santana, na zona norte de São Paulo. Ele teve uma infecção generalizada. "Foram 25 dias de sofrimento e tristeza", afirmou Claúdio Anastácio, médico e sobrinho de Amador.Nesse período, seu tio se negava a comer, tomava antidepressivos e remédios para dormir. "Ele só tomava líquidos e, assim mesmo, forçado", disse Anastácio. "Ficava isolado em seu quarto, pois não suportava a dor de ter dado o tiro." O médico - que não cuidava clinicamente do tio - disse que a depressão afetou seu sistema imunológico. "A resistência foi baixando, até que surgiu uma diarréia infecciosa."

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