Pai que pediu para investigar filho

A reportagem procurou um dos clientes desse novo tipo de serviço. O pai relata que a preocupação surgiu ao observar as companhias do filho. Ele não se satisfez apenas com as investigações profissionais - procurou também apurar o que ocorria somente em baladas. Ao constatar problemas, procurou falar com o filho. O diálogo foi a base para solucionar a questão.O senhor contratou um detetive particular para investigar seu filho. Qual foi o motivo?Eu me separei da minha mulher e meu filho de 17 anos foi morar comigo. No meu condomínio, tinha uma turma que passou a convidá-lo para uma casa noturna freqüentada por gente que usa várias drogas, incluindo alucinógenos. Eu me preocupei, como todo pai. Fui na casa noturna e vi vários adolescentes de 12 anos se drogando. Aí, chamei um detetive.Sua separação causou algum trauma ao garoto?De jeito nenhum. Eu me dou superbem com minha ex-mulher e não existe nenhuma intriga. Procuramos dar uma educação maravilhosa para ele e eu sou um paizão. O detetive achou algo errado?Infelizmente, soube que meu filho estava usando uma droga alucinógena, um comprimido, conhecido como "doce". Ele estava ao lado de más companhias. Eu também fui atrás do caso. Procurei saber quem eram essas pessoas. O que fez em seguida?Conversei com meu filho. Falei que um policial tinha me contado tudo. Eu não o repreendi e isso foi importante. Eu o levei até a Cracolândia (região degradada no centro de São Paulo, onde vários usuários de droga chegam a morar na rua) e disse que aquele poderia ser o seu fim. Meu filho hoje é outro:namora, mudou as companhias. Eu mostrei que ele pode ficar doidão, mas com a adrenalina de um esporte e não da droga.

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