Pai relembra morte de bebê esquecido no carro há 10 anos

A tragédia vivida pelo biólogo Ricardo César Garcia, em Guarulhos, que esqueceu o filho Gustavo de Oliveira dentro do carro na quarta-feira em Guarulhos, ocorreu há quase dez anos com o empresário Rodrigo da Costa Maurino, 32 anos, de Ribeirão Preto. Em 29 de outubro de 1997, Maurino esqueceu a filha Rafaela, de dez meses, no banco traseiro de seu Escort, em frente ao local de serviço. O bebê ficou por quatro horas sob um sol escaldante, no período da tarde, dentro do veículo, e morreu durante o socorro. Maurino fez tratamento psiquiátrico e terapia familiar para superar o trauma. Ele foi inocentado pela Justiça, evita falar do assunto, mas continua casado com Melissa e é atencioso com a filha Gabriela, de 8 anos. "Meu filho é um excelente pai", diz a mãe de Maurino, Ana Rita. Ele não quis falar com a reportagem, mas por meio da mandou um recado. "Para o meu filho, deveria ser proibido por lei criança menor de cinco anos circular sozinha no banco traseiro, devido às atribulações dos dias atuais", disse Ana Rita. Todos os casos que repercutiram, segundo ela, são semelhantes. Poucos anos depois, em Franca ocorreu o mesmo incidente e Maurino foi procurado para falar com o pai que também esqueceu o filho no carro. Maurino trabalhava no antigo Departamento de Serviços de Trânsito (DST) e "aquele dia" estava movimentado, com vistorias de táxis. Iria só passar ali, mas o trabalho o entreteve. Quando, por telefone, foi indagado sobre a filha, saiu em desespero e aos gritos pediu socorro. Igual à triste cena vivida por Garcia na quinta-feira. Maurino agora tem uma empresa de transporte de vans intermunicipais.

Agencia Estado,

13 Abril 2007 | 18h03

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