Pai testa DNA para comprovar identidade de filha morta

O peruano Eloy Escajadillo, 52 anos, foi submetido ontem a uma coleta de sangue para a realização de exame de DNA pelo Instituto Médico-Legal (IML) de São José do Rio Preto, a 450 quilômetros de São Paulo. Ele é pai da advogada Jeanette Lydia Scajadillo, 29, morta no final de janeiro deste ano. O resultado fica pronto em 30 dias.O corpo da advogada foi encontrado em 26 de janeiro, carbonizado, dentro de um Fusca, de propriedade do marido dela, Cícero Costa Clemente, numa fazenda em Jaci, próximo à rodovia BR-153. De acordo com a polícia, ela foi executada com 12 tiros e, em seguida, os bandidos teriam ateado fogo no veículo.Escajadillo, que é investigador de polícia, veio acompanhado do filho Elio Scajadillo, 28, e um funcionário do consulado peruano em São Paulo. Pai e filho aguardarão o resultado do exame que deve comprovar a identidade de Jeanette. Eles pretendem levar o corpo da advogada para ser enterrado em Lima, capital do Peru. Segundo a delegada Solange Frutuoso Gomes, responsável pelo Setor de Homicídios de Proteção à Pessoa da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, o marido de Jeanette está desaparecido, e é um dos principais suspeitos da morte dela. O pai da advogada acredita que o genro matou a filha porque ela teria descoberto o envolvimento dele com o tráfico de drogas.

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