Reprodução
Reprodução

Paiol da Imbel explode e provoca incêndio em Juiz de Fora

Um inquérito técnico-administrativo interno foi aberto pela própria Imbel para apuração das causas do acidente

Luciana Nunes Leal e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2016 | 13h54

Um paiol da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) explodiu na noite desta terça-feira, 16, e provocou um incêndio, controlado pelos bombeiros em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. O paiol estava vazio na hora do acidente e não houve vítimas. Equipes do Corpo de Bombeiros, da empresa e do Exército voltaram ao local nesta quarta-feira, 17, para avaliar os danos e iniciar a investigação das causas da explosão.

A estatal, que fabrica armas, munições, pólvoras e explosivos, foi criada em 1975 e está vinculada ao Ministério da Defesa, sob coordenação do Exército. 

Um inquérito técnico-administrativo interno foi aberto pela própria Imbel para apuração das causas do acidente. A investigação, que inclui perícia no local, será acompanhada pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Comando do Exército, já que a empresa é vinculada à Força. O prazo da investigação é de, no mínimo, 30 dias, podendo ser prorrogado.

Segundo informações que chegaram ao Exército, ainda não há ideia do que poderia ter provocado a explosão já que todos os procedimentos de segurança para acondicionamento do material, que necessita de cuidado especial, no local, estariam sendo tomados pela empresa para controlar o risco natural existente na área. Não há estimativa ainda nem do prejuízo causado pela explosão.

De acordo com nota da Imbel, "a instalação localizada em área afastada de locais de circulação de pessoas e da área urbana destina-se ao armazenamento de explosivos, cujas condições de temperatura e umidade são permanentemente controladas". A nota diz ainda que, "a despeito da intensidade da explosão, o projeto de construção do paiol, em conformidade com as normas técnicas vigentes, fez com que ela se desse de forma verticalizada e que a onda de choque resultante fosse contida pela existência de uma barreira de terra circundante". Segundo a Imbel, a empresa está "tomando as medidas necessárias ao restabelecimento da normalidade e tranquiliza a população, assegurando que todos os requisitos de segurança previstos para as atividades de suas unidades de produção são rigorosamente cumpridos" e reitera "o seu firme compromisso com a segurança dos seus empregados, das comunidades circunvizinhas e do patrimônio sob sua responsabilidade".

Apesar dos esforços para contenção do choque, casas e veículos do bairro Araújo, na periferia de Juiz de Fora, foram danificados, com vidros, portas e telhados quebrados. Os bombeiros faziam nesta quarta-feira uma vistoria nas casas da região para verificar se houve abalo estrutural nas casas e se há risco de novos danos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.