Pais acusam hospital pela morte de bebê

O casal Edilaine Alves Lima, de 18 anos, e Flávio Abreu, de 21, responsabilizou os médicos Francisco Pedro Filho e Glauce Cavenague, do Hospital Universitário de Jundiaí - a 50 quilômetros de São Paulo ? pela morte de seu primeiro filho, Mateus, nascido dia 23 e sepultado de 26 de novembro. O caso foi registrado na polícia como averiguação de óbito culposo. A delegada Fátima Giassetti investiga o caso por ter havido uma espécie de disputa entre o Instituto Médico Legal e o hospital para definir a causa da morte. Em princípio, o hospital deu o bebê como natimorto e, posteriormente, como nascido normalmente e socorrido pelos médicos que fizeram o parto. Na autópsia, o primeiro laudo do IML registrou nascimento normal, já que havia oxigênio nos pulmões. "Em razão dessa disputa, os pais tiveram que esperar 57 horas para sepultar seu filho, ocorrência no mínimo estranha que despertou desconfiança nos pais", disse a delegada.No dia 22, Edilaine foi atendida e mandada de volta para casa. No dia seguinte voltou ao hospital com a bolsa rompida. "Implorei para os médicos me operarem, para que fizessem a cesária e dizia que minha criança morreria se não fosse feito o parto logo", disse. Quando a Edilaine recobrou os sentidos, ainda na sala de cirurgia, pediu para ver o filho. Os médicos informaram que ele havia falecido. Segundo Fábio, o chefe da ginecologia, Francisco Pedro Filho, teria argumentado que o hospital recebe apenas 15% do governo federal para fazer as cesarianas e o hospital atende toda a região. ?Ele disse que essa é a principal razão para tentarem fazer o parto normal a todo custo", informou. "Nós queremos justiça e vamos processar o Hospital Universitário para que isso não venha a acontecer com outras famílias".

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