Guilherme Hahn/EFE
Guilherme Hahn/EFE

País registra mais um dia com termômetros negativos e geada

Segundo dados do Inmet, Quaraí e Serafina Corrêa, no RS, registraram -1,7 ºC neste sábado; forte massa de ar frio de origem polar também gelou SP e fez com que a temperatura ficasse abaixo de 10 °C na tarde de sexta

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2020 | 09h51

O frio intenso provocado pela frente fria que se espalhou pelo Brasil vai ser lembrado por vários anos. A forte e grande onda que chegou ao País espalhou o ar gelado no Sul, em áreas do Sudeste, do Centro-Oeste e do Norte. Na Região Sul, o dia amanheceu congelante neste sábado, 22, com formação de geada e gelo amplo e com forte intensidade. É possível que até haja congelamento da água em canos e que se forme lâminas de gelo sobre poças d´água. 

No Rio Grande do Sul,  cidades acordaram com temperaturas negativas e geada. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Quaraí e Serafina Corrêa registraram -1,7 ºC. Outras cidades, que também começaram o dia com termômetros abaixo de 0 ºC, foram Vacaria (-1,0 ºC), Cambará do Sul (-0,6 °C) e Dom Pedrito (-0,2 °C). Na sexta, o Estado chegou a registrar -5 °C, em Quaraí. Isso depois de uma quinta marcada pela presença de neve em várias cidades gaúchas.

O sul do estado de Santa Catarina, na fronteira com a Argentina, registrou na sexta temperaturas abaixo de -8 °C, com árvores congeladas.

Em São Paulo, a massa de ar fez com que a temperatura ficasse abaixo de 10 °C durante a tarde de sexta-feira. Por volta das 20h, a sensação térmica no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, era de apenas 3 °C.

Esta onda frio persiste no fim de semana e vai manter todo o Estado com baixas temperaturas. Nas madrugadas até segunda-feira, a cidade de São Paulo deve bater o recorde de frio para 2020 mais de uma vez.

O fim de semana ainda é nublado e pode chuviscar na Grande São Paulo. O sol reaparece entre muitas nuvens durante a segunda. De acordo com a Climatempo, a temperatura pode subir um pouco a partir de terça, com maior afastamento do ar frio intenso - mas as noites e o amanhecer continuam frios.

A cidade de São Paulo viveu um dia com inversão nos horários da temperatura mínima e da máxima na sexta. Normalmente, a menor temperatura do dia ocorre na madrugada ou amanhecer e a maior à tarde. Até 18h de sexta, a menor temperatura no estado de São Paulo era de 5,9 °C em Campos do Jordão

A passagem de massas de ar frio intensas sobre o Brasil durante o mês de agosto não é um fato raro. Em agosto de 1955, o ar polar também passou muito forte sobre o Estado de São Paulo e fez a temperatura baixar para menos de 0 °C na capital. Segundo os registros históricos do Inmet, o recorde absoluto de frio em São Paulo ocorreu em 2 de agosto de 1955, com a temperatura de -2,1°C.

A forte massa de ar frio de origem polar que avança pelo Brasil chegou também à Região Norte e, neste sábado, provoca queda de temperatura em Manaus. Uma intensa friagem ocorre no Acre, em Rondônia e no Amazonas.

Alguns locais do Acre e de Rondônia podem registrar menos de 10°C. Rio Branco e Porto Velho devem ter recorde de frio para este ano. A madrugada e o amanhecer de 21 de agosto foram os mais frios deste ano até agora nas capitais Campo Grande, Cuiabá e Rio Branco.

Chuva volumosa deixa Rio de Janeiro em atenção

A forte queda da temperatura e a chuva sobre o Rio na sexta-feira foi provocada pela chegada de uma intensa frente fria. A massa de ar avança para a Bahia e o norte de Minas Gerais neste fim de semana, mas deixa parte de sua instabilidade sobre o Rio de Janeiro.

O vento marítimo sopra moderado e persistente e injeta grande dose de umidade sobre Estado. Segundo a Climatempo, isso vai manter a atmosfera extremamente úmida e estimular mais chuva.

Na medição do Alerta Rio, da prefeitura, o acumulado de chuva superou 100 mm em 24h no período entre 6h45 do dia 21 e 6h45 deste sábado. A média geral para agosto, considerando todas as estações do Alerta Rio, é de aproximadamente 42 mm. Na Tijuca, choveu cerca de 164 mm em 24 horas,  o que representa três vezes mais chuva do que o normal na região em agosto, que fica em torno de 53 mm.

A previsão é de uma fim de semana nublado, com chuva e frio. A chuva prossegue quase sem trégua neste sábado e há risco de precipitação moderada a forte em algumas horas, principalmente nas áreas litorâneas.

Chove muito e faz frio ao longo do dia na cidade do Rio de Janeiro e na Grande Rio. Há risco de formação de bolsões com acúmulo de água pela cidade, informou a Climatempo. 

A cidade do Rio, e a maioria das regiões fluminenses, deve ter a tarde mais fria do ano. É raro o termômetro não passar dos 20 °C na capital. Na região serrana, as maiores temperaturas do dia não devem ultrapassar os 13 °C.

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