Pais de Abadía não visitam filho por conta de paralisação em MT

Agentes do presídio de Campo Grande prometem ficar parados até segunda-feira se salário não for reajustado

João Naves de Oliveira, especial para O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2008 | 18h03

O pai e mãe do narcotraficante colombiano Juan Carlos Ramires Abadía, além de uma menina de 12 anos que acompanhava o casal, foram impedidos de visitar nesta quinta-feira, 3, o filho que está cumprindo pena no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Eles vieram da Colômbia e estão desde esta manhã na porta da penitenciária aguardando ordens para visitar Abadia.   A espera poderá continuar até a próxima segunda-feira, 7, quando os 219 agentes penitenciários do local terminarão o protesto iniciado nas primeiras horas desta quinta, contra o rebaixamento de salário da categoria. Segundo determinação da medida provisória 431, de 14 de maio de 2008, o salário de R$ 4,5 mil caiu para R$ 2,6 mil. A categoria também exige a realização de concurso para que preencha as vagas na unidade federal de Mossoró (RN).   Para o juiz federal e corregedor do Presídio Federal de Campo Grande, Odilon de Oliveira "os profissionais fizeram um concurso onde foi anunciado um salário e depois cortaram esse salário, por isso eles têm inteira razão de protestar". Ele informou que se na segunda-feira o protesto não terminar, o Departamento Penitenciário Federal (Depen) terá que convocar a Força Nacional e até agentes estaduais para manter a segurança no presídio.

Tudo o que sabemos sobre:
AbadiaCampo Grandeparalisação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.