Pais de vítimas mortas por promotor criticam processo

Os pais das vítimas do promotor Thales Ferri Schoedl estão divulgando uma carta de protesto contra o andamento do processo criminal no Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Eles estranham o trâmite rápido, com testemunhas sendo intimadas até por telefone. Schoedl foi interrogado em 27 de março. Nesta segunda-feira, serão ouvidas todas as testemunhas - de defesa e acusação. Após uma discussão, o promotor matou Diego Modanez e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza em Riviera de São Lourenço, em Bertioga, em 30 de dezembro de 2004. Schoedl alega legítima defesa.Tanto Sônia e Fábio Modanez, quanto Célia e Wilson Pereira de Souza argumentam que, como não há decisão definitiva sobre a expulsão de Schoedl do Ministério Público Estadual (MPE), ainda não se sabe quem deve julgar o caso - se continuar no cargo, deve ser julgado pelo Órgão Especial; se for expulso, irá a júri popular. O promotor foi exonerado pelo MPE, mas recorreu e a Justiça anulou a expulsão, por meio de liminar.O receio é "que a origem profissional e as relações mantidas pelo autor dos crimes possam beneficiá-lo". O advogado das famílias, Pedro Lazarini Neto, pedirá amanhã que o processo não continue enquanto não se definir a expulsão. Caso o pedido seja negado, deve recorrer a um tribunal superior.O Tribunal de Justiça de SP não se manifestou sobre o caso. O advogado do promotor, Ronaldo Mazagão, disse que "decisão judicial se cumpre imediatamente, e não há motivo para reclamação".

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