Pais e alunos do Pedro II pedem a volta às aulas

Pais e alunos de cinco unidades do Colégio Pedro II, paralisado há 91 dias, pediram, nesta quarta-feira, a volta dos professores às salas de aula. Eles apóiam as reivindicações da categoria, mas não a greve por tempo indeterminado.O medo dos estudantes é perder o ano, apesar de os professores acreditarem que seja possível fechar o semestre até abril de 2002, caso saia um acordo com o Ministério da Educação (MEC) nos próximos dias.?Só voltaremos ao trabalho quando assinarmos o acordo. Já abrimos mão de muitas reivindicações e agora não podemos voltar atrás em nenhuma outra?, disse Licea Maciel, professora do Pedro II e membro do comando de greve.A estimativa de completar os 200 dias que compõem o ano letivo no fim de abril, o que significaria que os 12 mil alunos do colégio não terão férias no verão, não os assusta.?Estou muito preocupada. Prefiro estudar nas férias a repetir o ano. Estamos sem um porto seguro?, disse Andressa Souza, do 3º ano do Ensino Médio.A presidente da associação de pais da unidade de São Cristóvão, Lilian Lourenço, disse que o apoio à paralisação depende de uma perspectiva de volta às aulas. ?O movimento está desgastado e deve ser reavaliado. Estamos estudando propostas para a reposição do conteúdo perdido, mas está cada vez mais difícil.?Os pais foram recebidos na semana passada pelo secretário de ensino médio e tecnológico do MEC, Ruy Berger, e agora tentam uma audiência com o ministro Paulo Renato Souza.A posição da associação é que os estudantes não deixem de ir à escola. Segundo Lilian, eles devem procurar participar de grupos de estudo, para não esquecer o que estudaram antes do início da greve.O diretor da unidade do Pedro II no Engenho Novo, zona norte, Jorge Dimuro, disse que 14 professores contratados temporariamente estão dispostos a lecionar durante a paralisação. ?Os pais não devem deixar os filhos à-toa dentro de casa?, acredita.

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