País registra recordes de calor incomuns para esta época do ano

Ausência de ar polar sobre o Brasil e alta pressão atmosférica forte são causadores do aumento da temperatura

Solange Spigliatti, estadao.com.br

06 de março de 2009 | 15h24

Nesta primeira semana de março, o País registrou vários recordes de temperaturas, incomuns para esta época do ano, quando as altas temperaturas e o ar seco demais não costumam ocorrer, segundo a Climatempo. Em muitas áreas destas regiões, os índices de umidade relativa do ar nos últimos dias baixaram para valores entre 20% e 30%, que são considerados muito baixos para o mês.

 

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A temperatura na tarde da última quinta-feira, 5, chegou aos 37ºC em Barra do Garças, cidade de Mato Grosso na divisa com o sul de Goiás. Este mesmo valor foi observado na tarde de quarta-feira em Ribeirão Preto, no norte do Estado de São Paulo.

 

Outra temperatura que chamou muito a atenção, segundo a Climatempo, foi 35ºC na região de Cabo Frio, na região dos Lagos, litoral do Estado do Rio. Cabo Frio está numa região de águas frias, onde ocorre o fenômeno de ressurgência - afloramento de águas frias do fundo do mar, ricas em nutrientes.

 

Nesta quinta-feira, Brasília e Campo Grande tiveram a tarde mais quente do ano. De acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura às 15 horas em Brasília foi de 31ºC, superando o valor de 30,6ºC, recorde anterior, no dia 2 de janeiro. Em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a temperatura às 15 horas da quinta-feira foi de 35,2ºC, novo recorde de 2009, que supera os 35ºC do dia 14 de janeiro.

 

Em São Paulo, a temperatura chegou a 34,1ºC no domingo passado, 1. Na terça-feira, 3, os recordes ocorreram em Vitória, com 35,9ºC, Belo Horizonte, com 32,9ºC e em Curitiba, com 31,8ºC. A tarde de quarta-feira, foi a mais quente do ano em Goiânia, com máxima de 34,9ºC.

 

De acordo com a Climatempo, a ausência de ar polar sobre o Brasil há quase três semanas e entrada de um forte sistema de alta pressão atmosférica são os causadores do aumento das temperaturas. Com o ar mais seco, menos nuvens se formaram durante o dia, o que reduziu também a ocorrência das pancadas de chuva. Sem a cobertura de nuvens e a chuva para controlar o calor, e sem o ar polar, o aquecimento diurno foi sendo cada vez maior.

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