Pais são suspeitos da morte de criança em Porto Alegre

Uma criança de dois anos morreu com hemorragia no nariz, fratura numa costela e queimaduras de cigarro pelo corpo, nesta sexta-feira, em Porto Alegre. A polícia desconfia que as agressões tenham sido cometidas pelos pais, um pedreiro e uma dona de casa que não tiveram seus nomes revelados. A mãe não conseguiu explicar as evidências de maus tratos e alegou que o filho passou mal depois de comer um pedaço de melancia estragada. O Departamento Médico Legal vai examinar o corpo e pode esclarecer a causa da morte. O menino Lucas foi levado pela mãe e por uma vizinha ao posto de saúde do bairro Lomba do Pinheiro, na zona leste da cidade, mas já estava morto quando recebeu atendimento. Os funcionários perceberam as marcas de agressões e lembraram que a criança já havia passado pelo posto em dezembro, quando estava com um braço quebrado. Decidiram avisar a polícia, que interrogou a mãe e ouviu de vizinhos um histórico de maus tratos contra o menino. O caso de Lucas ocorre menos de uma semana depois de outra morte de criança que comoveu os gaúchos. No domingo passado, a dona de casa Regina Elaine Pereira, de 30 anos, deixou uma menina recém-nascida num arroio de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. O corpo foi encontrado pelos bombeiros na terça-feira. Presa, ela confessou o crime. Está numa cela isolada da Penitenciária Feminina Madre Pelletier.

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