Pais suspeitos de matar o filho são presos em Porto Alegre

André Cardoso e Luciana de Souza Cardoso, ambos de 26 anos, pais do menino Lucas, de 2 anos, morto ontem em Porto Alegre, foram presos hoje à tarde, logo após o enterro do filho, acusados da morte da criança. Suspeitos desde que levaram o filho ao posto médico do bairro Lomba do Pinheiro, na periferia da capital gaúcha, com a alegação de que a criança havia comido uma melancia estragada. Segundo os agentes da Delegacia de Polícia para a Criança e o Adolescente Vítima (DPCAV), os exames médicos concluíram que Lucas morreu porque foi duramente agredido pelo pai. O delegado Christian Nedel afirmou, após os exames feitos pelo Departamento Médico Legal (DML), que Lucas morreu devido a uma hemorragia interna causada por laceração hepática (lesão no fígado) e outros ferimentos internos. Uma vizinha do casal, que tem dois filhos de três e quatro anos e que preferiu não se identificar, relatou que era comum ouvir os gritos de Lucas quando ele era agredido: "Tínhamos que jogar pedra no pátio deles para ver se paravam de bater no menino". No dia 23 de dezembro, também deu entrada no mesmo posto médico com fratura em um dos braços e várias lesões pelo corpo. O avô paterno de Lucas, Luciano Cardoso estava inconsolável com a morte do neto: "Quero que a lei seja aplicada com todo o rigor, mesmo que for constatada a culpa do meu filho. Não foi isso que eu ensinei a ele". A indignação da vizinhança contra os pais era tão grande, que a Brigada Militar (polícia militar gaúcha), teve que isolar a residência para que André e Luciana não fossem linchados.

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