Pais suspeitos de sumiço de menino farão avaliação psicológica

O delegado do caso declarou que, como o menino não poderia desaparecer sozinho, os únicos suspeitos são a mãe e o padrasto

Marília Assunção, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2014 | 16h59

GOIÂNIA - A Polícia Civil de Goiás determinou a realização de uma avaliação psicológica de familiares de um menino de 4 anos que está desaparecido há quase um mês. Segundo a polícia, a mãe e o padrasto figuram como únicos suspeitos por falta de provas contra outras pessoas e porque eram os responsáveis pela criança.

O menino Emivaldo Brayan sumiu de casa na madrugada do dia 4 de março, em Indiara, a 100 quilômetros de Goiânia, e nunca mais foi visto. As buscas foram realizadas até o dia 7, mas nenhuma pista foi descoberta na residência, em plantações de soja que foram vasculhadas ou em câmeras de segurança da cidade. Da casa, sumiu no mesmo dia também um controle remoto do portão.

Nesta quarta-feira, 2, a mãe, a dona de casa Silmara Borges da Silva, e o padrasto, o motorista Luiz Paulo da Costa Batista, uma irmã do garoto, de 6 anos, e os avós da criança foram para Goiânia para a primeira entrevista com o psicólogo forense Leonardo Faria.

Desde o sumiço de Emivaldo, o casal fez vários apelos para que a criança fosse devolvida e moradores de Indiara se comoveram com o caso.

Agora, o casal convive com a condição de suspeito. Segundo o delegado de Indiara, Queops Barreto, o menino não poderia ter desaparecido sozinho. Por isso, o policial declarou que os únicos suspeitos são a mãe e o padrasto.

A reportagem não conseguiu falar nem com o casal nem com o advogado da família. Em entrevista à TV Anhanguera, de Goiás, a mãe do menino negou envolvimento dela e do padrasto no sumiço. Silmara afirmou que após figurar como suspeita ao lado do marido sua família se afastou e que, no momento, só consegue pensar em reaver o filho desaparecido.

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