Palace 2: desembargador é amigo de juiz, afirmam ex-moradores

Os advogados das vítimas do desabamento do Palace 2 querem o impedimento do desembargador Paulo Gustavo Rebello Horta para julgar os atos do juiz Alexander Macedo, por supostos erros no encaminhamento do processo de indenização das vítimas. Eles alegam que a filha de Macedo, a procuradora Carmen Lúcia, exerce cargo comissionado no gabinete do procurador-geral do Município, Júlio Rebello Horta, filho do desembargador Paulo Horta."Isso demonstra que o juiz Macedo e o desembargador Horta têm uma relação de amizade, além da profissional. Ele (Horta) deveria se declarar impedido e nomear outra pessoa para ser o relator do caso junto ao Conselho de Magistratura", afirmou a presidente da Associação de Vítimas do Palace 2, Rauliete Barbosa Guedes.A Assessoria de Imprensa da Procuradoria-Geral do Município confirmou que Carmen Lúcia Macedo é assessora do gabinete desde 2001 e ocupa um dos 20 cargos comissionados a que o procurador tem direito. O advogado Nélio de Andrade disse que está preparando petição, a ser encaminhada ao desembargador Paulo Horta e ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Miguel Pachá.

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