''''Paladar'''' elege os melhores de 2007

Festa reuniu chefs, gourmets, donos de restaurantes e convidados

O Estadao de S.Paulo

30 Novembro 2007 | 00h00

Chefs, gourmets, proprietários de restaurantes e outros convidados aguardavam ansiosos a revelação dos vencedores do Prêmio Paladar 2007. A festa, realizada na Casa Pietra, no Brooklin, zona sul da capital, recebeu mais de 400 convidados na noite de anteontem. Capim santo e alecrim temperavam o ambiente, adornado com "lustres" de escumadeiras, conchas e batedores de ovos - homenagens aos mestres da cozinha. Doze jurados escolheram os melhores pratos da cidade, entre 47 pré-selecionados, e seus criadores receberam troféus assinados pelo artista plástico Gustavo Rosa. "O Paladar foi o primeiro caderno da imprensa brasileira a tratar especificamente de gastronomia, que é uma arte muito presente em São Paulo. E o caderno soube ampliar isso, saindo do ato de comer e englobando a arte de preparar e degustar", afirmou o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour. "O segundo Prêmio Paladar coroa todo esse sucesso." Segundo o editor-executivo do Estado e responsável pelo caderno Paladar, Ilan Kow, o prêmio é diferente. "Os jurados são obrigados a experimentar todos os pratos selecionados." Essa maratona de almoços e jantares durou um mês. Ao todo, foram premiados 11 pratos. O chef Erick Jacquin, do La Brasserie, ganhou duas vezes, nos quesitos Entrada (Alcachofras à barigoule) e Peixes e Frutos do Mar (Robalo com alcachofras). "Foi uma vitória de toda a equipe", comemorou. "Não sei se somos os melhores, mas trabalhamos para que o cliente saia satisfeito." Alex Atala, do restaurante D.O.M, levou o prêmio Cozinha Brasileira Moderna pelo prato Paleta de cordeiro. E o dividiu com os colegas. "Esse é um prêmio muito especial e queria dedicá-lo, sem nenhuma demagogia, a meus concorrentes, que o fazem melhor." A apreciada arte do sushi teve como vencedor o restaurante de Jun Sakamoto. Já na categoria Prato Oriental, quem levou foi o tempurá - delícia japonesa de inspiração portuguesa - da chef Tyoko, do restaurante Tempura Zen. Apesar do trânsito, Sylvio Lazarinni, do Varanda Grill, chegou a tempo para receber o troféu pelo Melhor Grelhado da Cidade, por seu Coração de picanha. "Sem demagogia, ofereço este prêmio desde lá da fazenda até a equipe no restaurante", disse. No quesito Comida de Bistrô, o vencedor foi o Plat de côte de boeuf, do Ici Bistrô. Já a massa mais festejada da noite foi o Agnolotti dal pin in salsa di arrosto, do restaurante Supra. E, para adoçar, o Paladar premiou a sobremesa Mil e uma noites, do Tenda do Nilo. Com fãs em todo o Brasil, a tradicional feijoada do Bolinha foi a vencedora do Júri Popular. "Meu avô fundou a casa, meu pai e meu tio tocam a casa muito bem e estou começando, graças a Deus, com um prêmio importante como esse", comemorou Paulo Dionizio Paulilo. Engenheiro de formação, o sommelier Ciro Lilla foi eleito a Personalidade do Ano. Bem-humorado, Lilla contou que há menos de 20 anos a arte de degustar um bom vinho não era tão conhecida. "Estava no restaurante e perguntei ao maître: vocês têm sommelier? Ele respondeu: não temos, mas se senhor quiser o chef pode preparar. Isso foi em 1989." A ESCOLHA A festa do Prêmio Paladar 2007 foi encerrada com um show da cantora Luciana Melo. Mas outros artistas fãs de cozinha também apareceram por lá. Como o guitarrista do Ira! e sócio do Le Petit Trou, Edgar Scandurra. "Comecei a aprender a comer bem em São Paulo", contou. Uma boa notícia para os amantes da gastronomia é que, segundo o superintendente do Grupo Estado, Célio Virgínio dos Santos, o terceiro Prêmio Paladar já está sendo preparado. Será realizado no ano que vem.

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